Durante a audiência, também foram discutidas a necessidade e a urgência de um aumento no orçamento militar dos EUA. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, argumentou que elevar o orçamento em cerca de 40% seria fundamental para sanar questões de subfinanciamento que persistem há anos. A crítica à postura antiguerra de alguns membros do Partido Democrata também foi uma parte central do discurso, evidenciando as tensões políticas internas sobre o papel militar do país.
Apesar das questões levantadas sobre o financiamento da guerra, Hegseth assegurou que o conflito com o Irã não resultou em um esgotamento das principais reservas de munição dos Estados Unidos. Contudo, ele admite que o uso intenso de mísseis e bombas de alta tecnologia durante os bombardeios diminuiu consideravelmente os estoques. Essa afirmação se alinha com os alertas recentes de instituições como o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, que apontam para um risco crescente de escassez crítica desses armamentos em possíveis futuros encontros de grande escala.
O cenário atual evidencia não apenas o peso financeiro exato da guerra, mas também um debate em andamento que questiona a eficácia e a viabilidade das estratégias militares adotadas pelos Estados Unidos. Isso acontece em um contexto onde as demandas por segurança nacional se chocam com críticas sobre a forma como os recursos estão sendo utilizados, tornando a discussão sobre a guerra com o Irã uma questão central na política da defesa norte-americana.
