EUA gastam US$ 25 bilhões na guerra contra o Irã, segundo levantamento do Pentágono e alerta sobre escassez crítica de munições.

Em um recente pronunciamento no Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes, um alto funcionário do Pentágono revelou que os Estados Unidos já despenderam aproximadamente US$ 25 bilhões – cerca de R$ 125 bilhões – na guerra contra o Irã. Essa cifra representa a estimativa mais abrangente divulgada até o momento pela administração norte-americana sobre os custos desse conflito, formalmente denominado “Operação Fúria Épica”. O vice-secretário interino de Defesa para Finanças, Jules Hurst, foi quem fez a apresentação dos números, destacando que grande parte dos recursos foi alocada para a compra de munições e equipamentos bélicos.

Durante a audiência, também foram discutidas a necessidade e a urgência de um aumento no orçamento militar dos EUA. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, argumentou que elevar o orçamento em cerca de 40% seria fundamental para sanar questões de subfinanciamento que persistem há anos. A crítica à postura antiguerra de alguns membros do Partido Democrata também foi uma parte central do discurso, evidenciando as tensões políticas internas sobre o papel militar do país.

Apesar das questões levantadas sobre o financiamento da guerra, Hegseth assegurou que o conflito com o Irã não resultou em um esgotamento das principais reservas de munição dos Estados Unidos. Contudo, ele admite que o uso intenso de mísseis e bombas de alta tecnologia durante os bombardeios diminuiu consideravelmente os estoques. Essa afirmação se alinha com os alertas recentes de instituições como o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, que apontam para um risco crescente de escassez crítica desses armamentos em possíveis futuros encontros de grande escala.

O cenário atual evidencia não apenas o peso financeiro exato da guerra, mas também um debate em andamento que questiona a eficácia e a viabilidade das estratégias militares adotadas pelos Estados Unidos. Isso acontece em um contexto onde as demandas por segurança nacional se chocam com críticas sobre a forma como os recursos estão sendo utilizados, tornando a discussão sobre a guerra com o Irã uma questão central na política da defesa norte-americana.

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