Essa informação foi confirmada durante uma reunião entre o comandante do Comando Central dos EUA, o general Brad Cooper, e autoridades do governo iraquiano. Embora a retirada esteja agendada, o governo dos EUA não divulgou detalhes sobre o número exato de soldados ainda presentes ou sobre o plano de reposicionamento das tropas após o final da missão. A falta dessas informações suscita questionamentos sobre a segurança da região e as medidas que serão adotadas para garantir a estabilidade após a saída das forças americanas.
O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, declarou que a saída das tropas estrangeiras abre uma nova fase para a nação, enfatizando que a futura relação entre o Iraque e os Estados Unidos será centrada em cooperação econômica e de segurança, respeitando a soberania iraquiana. Esta mudança na dinâmica bilateral ocorre em um contexto de defesa mais robusta, com o governo iraquiano afirmando que todas as armas no país devem permanecer sob o controle do Estado. Essa iniciativa é vista como crucial para garantir um período de estabilidade e desenvolvimento no pós-retirada.
Historicamente, o envolvimento militar dos Estados Unidos no Iraque é complexo. Após o pico de ocupação, que viu mais de 170 mil soldados no país, as últimas tropas de combate foram oficialmente retiradas em 2011. Contudo, em resposta ao crescimento do grupo extremista Daesh, os EUA retornaram em 2014 para apoiar as operações militares iraquianas. As operações da coalizão contra o grupo terrorista chegaram ao fim em 2021, e a presença americana foi transformada em tarefas de aconselhamento e apoio.
No entanto, a retirada ocorre em um cenário de crescente tensão no Oriente Médio. Desde o início de operações militares americanas e israelenses contra o Irã em fevereiro, bases norte-americanas no norte do Iraque foram alvo de ataques. Esta dinâmica levantou preocupações sobre a segurança e o futuro político da região a partir de setembro, quando a presença militar oficial dos EUA deverá se encerrar.




