Estados Unidos Definem Prazo Definitivo para Retirada de Tropas do Iraque até 30 de Setembro, Marcando Fim de Missão Militar de 20 Anos.

Os Estados Unidos estão programados para concluir a retirada de suas tropas do Iraque até o dia 30 de setembro deste ano, encerrando assim uma presença militar que teve início com a invasão do país em 2003. Este prazo, acordado entre Washington e Bagdá, é considerado pelo governo iraquiano como um marco “fixo e definitivo” para o término da missão internacional.

Essa decisão foi confirmada em uma reunião entre autoridades iraquianas e o general Brad Cooper, que comanda o Comando Central dos Estados Unidos. De acordo com a mídia norte-americana, Washington está determinado a finalizar a retirada do contingente restante até a data estipulada, embora não tenha divulgado publicamente quantos militares ainda operam no território iraquiano ou quais serão os planos para o reposicionamento das forças após a saída.

O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, expressou que o fim da presença militar estrangeira representará o início de uma nova etapa para o Iraque. Em um comunicado oficial, o governo iraquiano destacou que as futuras relações com os Estados Unidos devem se concentrar em áreas como cooperação econômica e segurança, sempre respeitando a soberania e os interesses de ambas as nações.

A retirada marca o encerramento de um ciclo que começou com a invasão liderada pelos EUA em 2003. Durante o auge das operações, o número de soldados norte-americanos no Iraque superou 170 mil. Embora as últimas tropas de combate tenham deixado o país em 2011, a situação mudou em 2014, quando, diante do avanço do grupo terrorista autodenominado Estado Islâmico (Daesh), tropas foram novamente enviadas a pedido do governo iraquiano para apoiar as operações.

Desde 2021, as operações militares da coalizão contra o Estado Islâmico foram oficialmente concluídas, e a presença americana passou a se concentrar em funções de aconselhamento e apoio às forças de segurança iraquianas. Um ponto importante destacado pelo governo de Bagdá é a exigência de que todas as armas no país permaneçam sob controle exclusivo do Estado, uma medida considerada fundamental para alcançar uma nova fase de estabilidade e desenvolvimento no Iraque.

Esse processo de retirada acontece em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio, especialmente com ataques a bases norte-americanas no Curdistão desde o início das operações militares dos EUA e Israel contra o Irã. As implicações dessa retirada e a forma como o Iraque irá gerenciar sua segurança no futuro são questões críticas que o país terá que enfrentar.

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