EUA e Rússia discutem fim da guerra na Ucrânia em reunião na Arábia Saudita sem participação do presidente ucraniano.

Autoridades dos Estados Unidos e da Rússia se reuniram nesta terça-feira (18) na Arábia Saudita para discutir a guerra na Ucrânia, em um encontro que marcou o início de tratativas para o fim do conflito. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, não estava presente no encontro e desaprovou a validade das negociações.

Essa reunião inédita entre os representantes dos EUA e da Rússia surge após uma conversa por telefone entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, na qual concordaram em iniciar imediatamente as negociações para buscar uma solução para o conflito na Ucrânia. O encontro representa uma mudança na política de isolamento dos EUA em relação à Rússia desde a invasão realizada em território ucraniano em 2022.

Além de discutir o fim do conflito na Ucrânia, a reunião também teve como objetivo tratar sobre a restauração das relações bilaterais entre os EUA e a Rússia, visando inclusive a preparação de um encontro entre Trump e Putin, segundo informações do Kremlin. O presidente russo afirmou que espera que a reunião traga mais perspectivas sobre a possível reunião entre os dois líderes.

A delegação americana, liderada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, contou ainda com a presença do enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o assessor de segurança nacional Mike Waltz. Do lado russo, o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e o assessor de política externa da presidência, Yuri Ushakov, representaram Putin.

Apesar da ausência de Zelensky no encontro, o presidente ucraniano afirmou que não aceitará as propostas discutidas entre os EUA e a Rússia para o fim da guerra na Ucrânia. Durante a coletiva de imprensa em Moscou, o Kremlin destacou as divergências entre os países em questões como a segurança da Ucrânia e as alianças militares do país.

A ligação entre Trump e Putin reverteu anos de políticas de isolamento em relação à Rússia após a invasão ucraniana em 2022, causando um impacto na Europa, que agora busca participar das negociações para um acordo de paz no conflito. A Europa movimenta-se para não ficar de fora das tratativas e garantir sua influência no desfecho do conflito.

No entanto, o desfecho dessas negociações e as consequências para a Ucrânia e para o cenário geopolítico internacional ainda são incertos, sendo necessário acompanhar de perto os desdobramentos dessas tratativas e os posicionamentos dos países envolvidos.

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