Brasil amplia conectividade em 3,8 mil Unidades Básicas de Saúde, melhorando acesso à tecnologia e serviços médicos digitais pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Governo Brasileiro, através dos ministérios da Saúde e das Comunicações, deu um passo significativo para melhorar a conectividade nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ao longo do país. Este projeto faz parte do Novo PAC e é financiado pelo Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), especificamente com base no Edital nº 238/2026/MCOM. O foco é conectar até 3,8 mil UBS, fortalecendo a infraestrutura necessária para melhorar o atendimento à saúde pública.

Recentemente, o Ministério das Comunicações publicou o resultado provisório do edital, que destaca propostas de 30 prestadoras de serviços de telecomunicações, incluindo operadoras nacionais e empresas regionais. Com isso, a intenção é conectar, inicialmente, 1.983 unidades, um número que pode ser ajustado após a fase recursal, permitindo que as operadoras contestem ou retirem suas propostas. Paralelamente, o Ministério da Saúde inicia um processo de adesão com os municípios que possuem unidades de saúde selecionadas.

A ampliação da conectividade promete revitalizar o uso de tecnologias vitais, como prontuários eletrônicos e sistemas de telemedicina, facilitando a troca de informações e a agilidade no atendimento. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que a colaboração com o Ministério das Comunicações não se resume a levar internet às USB, mas inclui também a criação de uma estrutura interna que possibilitará a coordenação entre as equipes de saúde.

Essa iniciativa está alinhada com a estratégia de Conectividade Significativa, voltada para assegurar que as UBS não apenas tenham acesso à internet, mas também disponham de equipamentos e suporte técnico adequados. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, reforçou a importância da conexão, afirmando que a tecnologia pode reduzir filas e trazer médicos e especialistas mais perto das comunidades, especialmente em áreas remotas.

No que diz respeito ao processo de adesão, os municípios selecionados devem concluir sua participação até 26 de junho de 2026, acessando o sistema e-Gestor Atenção Primária à Saúde. Essa etapa envolve a confirmação de informações e o planejamento de implantação das novas tecnologias. Importante mencionar que a adesão municipal não é uma garantia imediata de implantação, pois está atrelada à fase recursal.

Após a divulgação do resultado, as operadoras têm um prazo de dez dias para apresentar recursos. O resultado final será validado pelo Ministério da Saúde e homologado pelo Conselho Gestor do Fust, permitindo que a execução dos projetos comece tão logo haja formalidades concluídas. A expectativa é que essa melhoria na conectividade transforme o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), tornando-o mais ágil e eficiente em todo o Brasil.

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