Desenvolvido pela Lockheed Martin, o sistema Typhon é crucial para a estratégia militar dos EUA no Indo-Pacífico. Ele permite que os mísseis Tomahawk e SM-6 sejam lançados a partir de plataformas terrestres, com um alcance variando de 500 a 2 mil quilômetros. Essa abrangência é ideal para atacar instalações militares da China, especialmente nas áreas em torno do Mar do Sul da China, um ponto de tensão cada vez maior entre as duas potências.
O uso do Typhon durante os exercícios, que incluíram as operações Salaknib e Balikatan, reflete a crescente interoperabilidade entre os EUA e as Forças Armadas filipinas em um contexto onde as tensões geopolíticas estão elevadas. O comando do Exército no Pacífico considera essa capacidade uma necessidade estratégica para fortalecer a dissuasão contra a agressividade chinesa.
A resposta da China foi contundente, com o governo de Pequim acusando os Estados Unidos de desestabilizar a região e pressionando o governo filipino a reconsiderar a presença do sistema Typhon. Esse episódio destaca a preocupação da China com o avanço militar dos EUA e a busca por uma rede de posições estratégicas que possam ameaçar os seus interesses, intensificando assim a corrida armamentista na região.
Além disso, o investimento dos Estados Unidos em mísseis de médio alcance preenche uma lacuna deixada por cancelamentos anteriores, viabilizando a capacidade de atacar navios e alvos estratégicos sem depender exclusivamente de armamentos de longo alcance. À medida que os EUA buscam reforçar sua posição no Indo-Pacífico, surgem dúvidas sobre a expansão do Typhon para a Europa, especialmente após as recentes declarações de Donald Trump acerca da retirada de tropas dos EUA da Alemanha, o que pode influenciar compromissos militares no continente. Essa mudança reforça ainda mais o foco estratégico na contenção da China e na dinamicidade das alianças na região do Indo-Pacífico.







