Roberson justificou a designação afirmando que as atividades das duas facções se estendem além das fronteiras do Brasil e têm impactos significativos em território americano. Ela enfatizou que esses grupos estão envolvidos em crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e outros delitos graves. A inclusão delas na lista de organizações terroristas permite ao governo dos Estados Unidos ampliar sua capacidade de ação no combate a essas redes criminosas.
Com essa nova designação, os EUA ganham novos poderes para enfrentar os membros dessas organizações. Isso inclui a possibilidade de prender e processar aqueles que apoiam o PCC e o CV, além de proibir a entrada de seus integrantes no país e deportar associados. A medida também permite o congelamento de bens e contas dos membros dessas facções, a interdição de transferências financeiras e a proibição de negociações com cidadãos e empresas americanas.
Desde o início do segundo mandato de Donald Trump, o governo americano já designou 17 facções e cartéis nas Américas como organizações terroristas, com o intuito de fortalecer as operações de inteligência e potencializar a cooperação policial entre nações. Roberson afirmou que estas novas classificações são parte de uma estratégia mais ampla para proteger a segurança nacional, abordando não apenas a atuação interna das facções, mas também sua influência e operações no exterior.
Essa decisão também levanta debates sobre a eficácia das políticas de segurança e as implicações que podem surgir nas relações entre Brasil e Estados Unidos, considerando os apelos feitos pelo governo brasileiro para que essa designação não fosse aplicada. A situação é delicada e pode afetar as dinâmicas políticas e sociais entre os dois países, enquanto as autoridades americanas buscam adotar medidas mais rigorosas para conter a criminalidade organizada.
