O Dark Eagle ainda se encontra em uma fase experimental e é disponibilizado em números bastante restritos. Apesar de alguns sucessos nos testes realizados em 2024, o míssil também apresentou uma série de falhas em lançamentos anteriores, comprometendo sua credibilidade como um novo ativo de defesa. As dificuldades estão ligadas a problemas recorrentes no sistema de lançamento e à qualidade do processo produtivo, o que levanta questões a respeito do potencial operacional do Dark Eagle em situações reais.
Apesar dessas limitações, a possibilidade de um aumento na produção desse míssil é discutida, mas há ceticismo quanto à sua capacidade de impactar significativamente o equilíbrio estratégico no enfrentamento com o Irã. A preocupação se estende à análise de que, mesmo que o programa seja levado adiante, a quantidade de unidades disponíveis pode não ser suficiente para justificar os altos custos envolvidos e a complexidade do sistema.
Além disso, especialistas têm sugerido que o real intuito da continuidade do desenvolvimento do Dark Eagle pode estar atrelado a um interesse maior por parte das autoridades em garantir financiamentos substanciais para a pesquisa e aprimoramento da tecnologia de mísseis hipersônicos, ao invés de uma necessidade imediata de Defesa nacional. As discussões em torno do Dark Eagle instigam reflexões sobre a direcionalidade das estratégias militares dos Estados Unidos e seu alinhamento com a atual geopolítica, evidenciando a complexidade das decisões que moldam o futuro da segurança internacional.
