Lisboa, em um vídeo divulgado nas redes sociais, explicou que sua escolha chegou após uma reflexão profunda. “Depois de pensar e buscar em Deus a sabedoria necessária para esse momento tão delicado, tomei uma decisão. Vou apoiar para o governo do Rio de Janeiro o ex-prefeito Eduardo Paes. Essa decisão não passa por questionamentos sobre a correção ou a vontade de fazer do outro candidato, Douglas Ruas. Ela foi tomada com base na urgência que o nosso estado tem em resolver seus graves problemas”, afirmou o ex-prefeito.
Ele enfatizou a importância de escolher líderes com experiência comprovada e resultados consistentes à frente do Executivo. “Não é hora de correr riscos ou fazer apostas, mesmo que sejam repletas de boas intenções. É hora de ter à frente do governo alguém com experiência, a vontade e a coragem necessária para devolver o Rio de Janeiro aos seus cidadãos. Tenho convicção de que Paes é o nome certo, na hora certa, para liderar essa retomada”, declarou.
A relação entre Lisboa e Paes já era conhecida, pois o ex-prefeito de Nova Iguaçu foi considerado um forte candidato a vice na chapa de Paes. No entanto, devido a compromissos partidários, Lisboa acabou migrando para a chapa de Ruas em fevereiro, quando Paes anunciou a advogada Jane Reis (MDB) como sua candidata a vice. Apesar de ser um membro do partido que estava no governo de Cláudio Castro (PL), a constante busca do PSD por alianças com figuras do PP não passou despercebida, especialmente quando Paes e seus aliados conseguiram persuadir a federação a adotar uma postura neutra, o que efetivamente enfraqueceu a candidatura de Ruas. Essa movimentação evidenciou as dinâmicas complexas e as alianças que permeiam o cenário político do estado.
