Dos US$ 5 bilhões solicitados, aproximadamente US$ 3,56 bilhões estão direcionados para um grupo de satélites que operam em órbita baixa terrestre. Essa primeira fase do projeto inclui a construção de 32 satélites, além de um plano ambicioso que prevê o lançamento de mais 54 unidades até o final de 2027. Elementos adicionais incluem oito dispositivos experimentais no âmbito do projeto FOO Fighter, um passo em direção à inovação tecnológica no setor de defesa.
Paralelamente, mais US$ 1,41 bilhão (cerca de R$ 7,07 bilhões) foram designados para o desenvolvimento de satélites em órbita terrestre média. As expectativas são que os primeiros 12 desses satélites comecem a ser lançados no final de 2027, embora o cronograma atual enfrente atrasos devido a cortes de orçamento promovidos pelo Congresso dos EUA.
Entretanto, especialistas alertam que, apesar dos investimentos expressivos, o Departamento de Guerra pode enfrentar dificuldades em cumprir os prazos estipulados, em função da complexidade e exigências técnicas do projeto. Além disso, informes prévios sugerem que, mesmo com a implementação da Carapaça Dourada, as capacidades militares da Rússia e da China apresenta desafios significativos que poderiam contornar esse sistema defensivo. Com um custo total estimado em US$ 1,2 trilhão ao longo de 20 anos, a Cúpula Dourada se configura não apenas como uma tentativa de modernização, mas também como um campo de batalha tecnológico entre potências globais que ainda está em plena evolução.
