EUA afirmam que acordo com Irã não exige retirada de tropas israelenses do Líbano, enquanto ataques continuam e tensões aumentam na região.

Na última sexta-feira (19), o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, abordou o recente memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerã, deixando claro que o acordo não impõe quaisquer condições para a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano. Durante uma coletiva, Vance afirmou que a negociação, mediada pelo presidente Donald Trump, se concentra na diminuição das tensões entre os dois países, sem mencionar a presença militar de Israel em solo libanês.

Segundo o vice-presidente, a posição de Washington é de que Israel só deixará a região quando a ameaça representada pelo Hezbollah for completamente neutralizada. “Ninguém vai dizer a outro governo que ele não tem permissão para defender seu povo”, declarou Vance, reforçando a perspectiva americana de segurança e soberania.

A postura dos Estados Unidos é de engajamento tanto diplomático quanto agressivo, com o objetivo de promover um processo de paz que resguarde os interesses de segurança do Líbano e de Israel. Essa estratégia foi corroborada por novas movimentações diplomáticas, com o presidente Trump anunciando que o enviado especial Steve Witkoff e o genro Jared Kushner estão se dirigindo à Suíça para discutir questões relacionadas ao acordo nuclear com o Irã.

Entretanto, a situação no Líbano continua complexa. Embora Israel e Hezbollah tenham acordado um cessar-fogo, as tensões permanecem elevadas, especialmente após Israel ter realizado uma nova série de ataques que não respeitaram a promessa de interromper ações militares em território libanês. O Ministério da Saúde do Líbano reportou que os ataques aéreos israelenses causaram a morte de pelo menos 47 pessoas, incluindo várias mulheres e crianças, além de ferir outras 97 apenas nas últimas 24 horas.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou que uma nova rodada de negociações entre Líbano e Israel ocorrerá entre os dias 23 e 25 de junho em Washington. O presidente libanês, Joseph Aoun, expressou sua gratidão pelos esforços norte-americanos, mas também enfatizou a urgência de um cessar-fogo completo para garantir a paz na região.

Enquanto isso, a Agência Nacional de Notícias do Líbano informou sobre os recentes ataques israelenses na cidade de Jezzine, acentuando as tensões e a necessidade urgente de um diálogo efetivo para resolution.

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