Com base nesse reajuste, a arrecadação tributária anual sobre o consumo também deverá aumentar em R$ 37,7 bilhões, segundo estimativa do Dieese. A partir de 1º de janeiro de 2024, o salário mínimo oficial do Brasil passará a ser de R$ 1.412. Considerando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o ganho real será de 5,77%, conforme cálculos da entidade.
O aumento nominal de R$ 1.320 para R$ 1.412 representa 6,97%, enquanto o INPC está estimado em 1,14% de maio a dezembro. A política de valorização do salário mínimo tem sido determinante para o crescimento da renda da população mais pobre e constitui um dos fatores mais importantes para reduzir as desigualdades salariais, segundo o Dieese.
A entidade destaca que a política de valorização estabeleceu uma regra estável, permanente e previsível, promovendo tanto a recuperação graduada e diferida ao longo do tempo quanto o estímulo ao crescimento da economia. Além disso, o aumento do piso nacional contribuiu para reduzir as desigualdades salariais entre homens e mulheres, negros e não negros, e entre regiões do país.
No entanto, o Dieese aponta que houve reajustes abaixo da inflação em anos anteriores, acumulando perdas reais no período de um ano. Em 2023, o aumento real do salário mínimo foi de 1,41%, mas nos anos anteriores a entidade destaca perdas reais de 0,10% e 0,25% em 2017 e 2018, respectivamente.
Diante disso, a política de valorização do salário mínimo tem sido fundamental para aumentar a renda da população brasileira, reduzir desigualdades salariais e fortalecer a economia do país. Entretanto, a entidade também ressalta a importância de reajustes que acompanhem de perto a inflação, proporcionando ganhos reais significativos para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.
