Estudo aponta que vício em pornografia pode causar sintomas de abstinência semelhantes aos de drogas, revela pesquisa brasileira.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná revelou que indivíduos que consomem pornografia regularmente e tentam parar de forma brusca podem enfrentar sintomas físicos semelhantes aos da abstinência de drogas. Essa descoberta foi publicada no Journal of Addiction Medicine em 02 de outubro e lança luz sobre os efeitos do uso problemático de pornografia (PPU).

De acordo com a pesquisa, até dois terços das pessoas com PPU podem experimentar dores de cabeça, calafrios e náuseas ao tentar interromper o consumo de pornografia de forma repentina. Esses sintomas são comparáveis àqueles enfrentados por viciados em drogas durante uma crise de abstinência. A investigação também ressalta que o vício em pornografia já foi associado a disfunção erétil e a problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a PPU como um transtorno de comportamento sexual compulsivo, o qual se caracteriza pela compulsão por assistir pornografia de forma excessiva, negligenciando relacionamentos, saúde pessoal e responsabilidades. Quando os sintomas persistem por seis meses ou mais, e o indivíduo apresenta dificuldades para controlar seus impulsos sexuais, o transtorno é diagnosticado.

Além disso, o estudo brasileiro expôs que os sintomas de abstinência de pornografia podem ser intensos e levar os indivíduos a considerar tratamentos especializados. A masturbação foi apontada como uma forma de aliviar temporariamente esses sintomas. A pesquisa observou que a frequência do consumo de pornografia e o grau de PPU estão diretamente relacionados à gravidade dos sintomas físicos, mentais e sexuais.

No entanto, os cientistas destacam a necessidade de mais pesquisas para compreender a compulsão por pornografia e investigar as causas e a duração dos sintomas de abstinência. A descoberta desse estudo levanta questões importantes sobre a influência da pornografia na saúde mental e física dos indivíduos, bem como a necessidade de abordagens terapêuticas para lidar com o vício em pornografia.

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