De acordo com a pesquisa, até dois terços das pessoas com PPU podem experimentar dores de cabeça, calafrios e náuseas ao tentar interromper o consumo de pornografia de forma repentina. Esses sintomas são comparáveis àqueles enfrentados por viciados em drogas durante uma crise de abstinência. A investigação também ressalta que o vício em pornografia já foi associado a disfunção erétil e a problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a PPU como um transtorno de comportamento sexual compulsivo, o qual se caracteriza pela compulsão por assistir pornografia de forma excessiva, negligenciando relacionamentos, saúde pessoal e responsabilidades. Quando os sintomas persistem por seis meses ou mais, e o indivíduo apresenta dificuldades para controlar seus impulsos sexuais, o transtorno é diagnosticado.
Além disso, o estudo brasileiro expôs que os sintomas de abstinência de pornografia podem ser intensos e levar os indivíduos a considerar tratamentos especializados. A masturbação foi apontada como uma forma de aliviar temporariamente esses sintomas. A pesquisa observou que a frequência do consumo de pornografia e o grau de PPU estão diretamente relacionados à gravidade dos sintomas físicos, mentais e sexuais.
No entanto, os cientistas destacam a necessidade de mais pesquisas para compreender a compulsão por pornografia e investigar as causas e a duração dos sintomas de abstinência. A descoberta desse estudo levanta questões importantes sobre a influência da pornografia na saúde mental e física dos indivíduos, bem como a necessidade de abordagens terapêuticas para lidar com o vício em pornografia.





