A final nacional da competição foi realizada no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo, onde o grupo, denominado “Cherenkov Marine Rats”, garantiu uma vaga na final mundial, que acontecerá em setembro na cidade de Ecaterimburgo, na Rússia. O nome da equipe faz referência ao mascote da Poli-USP e ao efeito Cherenkov, um fenômeno luminoso observado em reatores nucleares. O time é composto por João Victor Nick Angelo, Larissa Oliveira Silva, João Pedro Calomeni Eletério, Guilherme Poltronieri Leme da Silva e Natan Rejtman Missrie, todos com formação em engenharia e áreas correlatas.
Durante 24 horas intensas de competição, os participantes enfrentaram desafios para desenvolver propostas inovadoras que explorassem o uso de tecnologias nucleares em diversas áreas, incluindo energia, indústria e sustentabilidade. Ao todo, seis equipes de instituições renomadas, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Instituto Militar de Engenharia (IME) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), participaram da seletiva.
João Victor, o capitão do grupo vencedor, comentou sobre a importância da diversidade que caracteriza sua equipe. “Somos uma equipe improvável e diversa, e isso reflete a própria identidade brasileira. Concorrer com propostas de grupos fortes fez com que saíssemos com muito mais do que apenas a vitória”, declarou, enfatizando a troca de conhecimentos e experiências adquiridas ao longo do processo.
A participação do Brasil no evento destaca a crescente relevância do país na área da tecnologia nuclear. A diretora-superintendente do IPEN, Isolda Costa, ressaltou que iniciativas como o HackAtom ajudam a aproximar os estudantes da ciência nuclear e suas aplicações práticas, formando as novas gerações que atuarão nesse campo.
Dmitry Samokhin, chefe do Departamento de Física e Tecnologias Nucleares da Universidade Nacional de Pesquisa Nuclear MEPhI, observou o alto nível de desempenho das equipes brasileiras, destacando a tradição do Brasil em engenharia e a busca por inovações tecnológicas.
A expectativa é alta para a final internacional, que acontecerá durante o World Youth Festival, um evento que promove intercâmbios acadêmicos e culturais entre jovens de diferentes países. O Brasil chega a essa edição com um histórico notável, já tendo sido representado de forma brilhante no ano anterior, quando a equipe TupiTech do IME conquistou a vitória com um projeto voltado para a exploração espacial.
Com um formato que já abrangeu 17 países e atraiu mais de 1.200 participantes, o Global HackAtom continua a ser uma plataforma indispensável para o envolvimento de jovens profissionais com os desafios contemporâneos da indústria nuclear, abrindo caminho para inovações que podem transformar o panorama energético global.
