O aumento da demanda por combustíveis, como diesel e gasolina, especialmente com a chegada da primavera e do verão no Hemisfério Norte, está intensificando o esgotamento dos estoques existentes. De acordo com Birol, a atual condição dos estoques comerciais pode durar apenas “várias semanas”, e uma crescente consciência sobre essa realidade é necessária, dado que os números revelam uma queda significativa. Em março e abril, os estoques globais encolheram em um ritmo recorde, com uma redução acumulada de 246 milhões de barris.
A AIE, que reúne 32 países, gerenciou a maior liberação de reservas da história neste ano, autorizando a retirada de 400 milhões de barris, e até 8 de maio, aproximadamente 164 milhões de barris já haviam sido disponibilizados. Apesar desse esforço, projeções indicam que a oferta global de petróleo deve cair em 3,9 milhões de barris por dia até 2026, uma revisão drástica da previsão anterior de uma queda de 1,5 milhão. Esses dados colocam em evidência a disparidade entre as situações nos mercados físicos e financeiros, com uma pressão crescente sobre governos e produtores para mitigar os efeitos da guerra.
As declarações de Birol servem como um alerta a todos os participantes do setor, ressaltando os riscos associados à continuação do conflito e suas consequências para a economia global. A questão da segurança das fontes de petróleo e a estabilidade dos preços tornam-se, portanto, temas centrais em discussões econômicas e políticas contemporâneas, sendo vital monitorar esse cenário em constante evolução.
