O contexto que levou à Resposta Histórica foi a vitória do Vasco no campeonato de 1923 com a famosa equipe conhecida como os Camisas Negras, formada majoritariamente por atletas negros, pobres e analfabetos. A conquista deste título revoltou os setores que dominavam o futebol na época, levando à criação da AMEA e à exclusão destes jogadores.
A postura corajosa do Vasco em recusar a exclusão de seus atletas foi fruto da liderança do então presidente, José Augusto Prestes. Em comunicado oficial, Prestes afirmou a decisão do clube de não aderir à nova liga criada pela AMEA devido à exigência de eliminação de jogadores. Esta atitude pioneira foi um marco na luta contra o racismo e em prol da inclusão de todos os brasileiros no futebol.
No centenário da Resposta Histórica, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, elogiou o papel do Vasco nesse episódio, destacando a coragem e a importância do documento como um passo significativo rumo à igualdade e inclusão. Este momento não apenas revolucionou a história do Vasco da Gama, mas também do futebol mundial e da sociedade brasileira como um todo.
Assim, celebrar os cem anos da Resposta Histórica é relembrar a história de um clube que optou por seguir o caminho mais difícil, lutando pelos direitos e pela dignidade de seus atletas e defendendo os valores de igualdade e respeito no esporte. Este capítulo histórico merece ser lembrado e valorizado como um exemplo de resistência e comprometimento com a justiça social no futebol.





