Na noite de quarta-feira, o italiano Paolo Zampolli, enviado especial do governo dos Estados Unidos e próximo do ex-presidente Donald Trump, gerou polêmica ao sugerir em uma entrevista que a Itália poderia substituir o Irã na Copa do Mundo deste ano. A revelação veio à tona durante uma entrevista ao respeitado jornal italiano, Corriere della Sera, e rapidamente se espalhou nas redes sociais.
Nascido em Milão e residindo nos Estados Unidos desde os anos 1990, Zampolli não hesitou em afirmar que a inclusão da Azzurra, como é conhecida a seleção italiana, na competição já planejada para ocorrer em solo norte-americano, além do México e do Canadá, seria um “sonho”. Segundo Zampolli, os quatro títulos mundiais conquistados pela Itália — 1934, 1938, 1982 e 2006 — justificariam a entrada da seleção, que já está fora do torneio pela terceira vez consecutiva, tendo sido eliminada em um duríssimo confronto contra a Bósnia e Herzegovina nas eliminatórias.
A sugestão de Zampolli, no entanto, gerou reações negativas entre autoridades italianas. O ministro do Esporte e Juventude, Andrea Abodi, descreveu a proposta como “inoportuna”, enquanto Luciano Buonfiglio, presidente do Comitê Olímpico Italiano, salientou que seria uma “ofensa” para a Azzurra participar do torneio dessa maneira. Ambos reforçaram a necessidade de conquistar a vaga dentro de campo, algo que a seleção não conseguiu fazer nas duas últimas edições.
A participação do Irã na Copa do Mundo se tornou um ponto de tensão, especialmente em razão das relações tumultuadas entre os Estados Unidos e o país asiático. Os jogos da seleção iraniana na fase de grupos ocorrerão em solo norte-americano, começando em Los Angeles no dia 15 de junho contra a Nova Zelândia, seguido por confrontos contra a Bélgica e o Egito, também nos EUA.
Embora o México tenha oferecido sua infraestrutura para receber os jogos do Irã, a FIFA reiterou que manterá a programação original. A entidade se mostrou otimista quanto à presença da seleção iraniana na competição, reforçando seu compromisso com o evento de futebol mais assistido do mundo.
Além das questões futebolísticas, a proposta de Zampolli também poderia ter implicações políticas, visando reaproximar Trump do eleitorado ítalo-americano em meio a tensões diplomáticas recentes com o governo italiano e sua líder, Giorgia Meloni. A sugestão, portanto, vai além do esporte, envolvendo nuances de diplomacia e política internacional que prometem continuar a repercutir nos dias que virão.







