Segundo informações, a arma foi apreendida por volta das 23h30 de segunda-feira, quando um veículo Honda Civic, conduzido por um servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, foi parado em um ponto de bloqueio em Taguatinga. Durante a abordagem, o motorista se identificou como parte da segurança do ex-presidente e afirmou que a arma apreendida era de Bolsonaro. Além da pistola, os policiais encontraram um carregador sobressalente do modelo Glock 9 mm.
O motorista foi levado a uma delegacia onde alegou que estava transportando a arma devido a uma reportagem e que pretendia realizar reparos no equipamento. Ele ainda afirmou que a pistola seria retornada a Bolsonaro no dia seguinte.
Na sua decisão, o ministro Moraes requisitou à defesa do ex-presidente que explique não apenas a motivação para a posse da arma e do carregador sobressalente na residência de Bolsonaro, mas também o motivo pelo qual, próximo ao término de um período de 90 dias de prisão domiciliar humanitária, o ex-presidente solicitou um reparo no armamento.
Moraes também direcionou uma solicitação ao tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, que está à frente do 19º Batalhão da PMDF. O ministro deseja saber se a ordem judicial que manda realizar revistas nos veículos que deixam a residência de Bolsonaro – incluindo os automóveis destinados à sua segurança – está sendo devidamente aplicada.
Vale lembrar que antes de ser colocado sob prisão domiciliar em 24 de março, Bolsonaro estava cumprindo pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde enfrenta uma condenação a 27 anos e 3 meses por sua participação em atividades relacionadas a uma suposta conspiração golpista. A situação levanta questões importantes sobre a legalidade do porte de arma e sua implicação no contexto da segurança do ex-mandatário.





