Enquanto o Coritiba, com 23 pontos, se posiciona na parte superior da tabela e se coloca na briga por uma vaga na próxima Copa Libertadores, o Santos continua enfrentando dificuldades em sua campanha. Neymar, que esteve em campo por 65 minutos, não conseguiu se destacar na sua última oportunidade de impressionar a comissão técnica, acumulando apenas uma finalização correta e dois passes decisivos, segundo estatísticas de especialistas. O jogador sofreu quatro faltas, mas mostrou-se mais cauteloso em um momento crucial de sua carreira.
Um dos episódios mais inusitados da partida ocorreu quando o quarto árbitro, Bruno Mota Correia, anunciou a substituição de Neymar por Robinho Júnior, enquanto o jogador recebia atendimento fora de campo. Isso gerou confusão, uma vez que a anotação da substituição indicava a saída do lateral Gonzalo Escobar. Apesar das reclamações da equipe santista, a mudança foi mantida, e Neymar, ao tentar esclarecer a situação, acabou recebendo um cartão amarelo.
Essa foi a 15ª partida de Neymar nesta temporada, na qual ele acumulou seis gols e quatro assistências, uma média de 0,66 participações em gols por jogo. O jogador vem se recuperando de uma cirurgia no joelho realizada em dezembro, mas tem sido poupado em diversas partidas para evitar novas lesões.
Enquanto os santistas esperavam ver o craque brilhar, o que se viu foram os talentos do Coritiba em destaque. Breno Lopes, conhecido por ser o “carrasco” do Santos na final da Libertadores de 2020, voltou a dar um show, marcando dois gols em um curto espaço de tempo no primeiro tempo. O primeiro veio logo aos 5 minutos, após um rápido contra-ataque, enquanto o segundo foi na sequência de uma bela jogada pela direita, quando Pedro Rocha deixou o atacante em uma posição confortável para marcar.
Josué ainda fez o terceiro gol da partida, convertendo um pênalti em uma falta sofrida por Breno Lopes. A expulsão do atacante Álvaro Barreal ainda no segundo tempo selou a derrota de um Santos frustrado, que viu suas esperanças de uma festa se esvaírem sob as vaias dos quase 45 mil torcedores presentes. A partida terminou de forma melancólica, longe da celebração que era esperada tanto para Neymar quanto para o clube.





