ESPORTE – Copa do Mundo Feminina no Brasil: Expectativa e Empoderamento no Futebol em 2024

Após o encerramento da Copa do Mundo de futebol masculino, que deixou a seleção brasileira longe do tão sonhado hexa, os fãs de esporte não precisam esperar até 2026 para voltar a torcer pelo Brasil em um Mundial. Uma nova e emocionante oportunidade se aproxima: a Copa do Mundo feminina, que será realizada no Brasil em 2024.

Essa será a primeira vez que o país sedia o torneio, e a expectativa é alta. O futebol feminino tem se consolidado como uma importante referência para diversas jovens que se apaixonam pelo esporte e buscam inspiração nas atletas que compõem a seleção nacional. Entre essas jovens, estão Manuela Baère e Sofia Seabra, que expressam a empolgação com a proximidade do torneio. Aos 6 anos, Manuela já demonstra um amor pelo futebol que a leva a participar de aulas do esporte. “Estou doida para ver as meninas jogarem”, declara, ressaltando como a visibilidade do futebol feminino ainda está em crescimento.

Por sua vez, Sofia, uma fã da icônica atacante Marta, de 13 anos, já está negociando tudo em casa para conseguir acompanhar a abertura do Mundial no lendário Maracanã. Ela compartilha como a experiência de jogar futebol ao lado de meninos não a desencorajou, mas ao contrário, a motivou a se esforçar ainda mais para evoluir. “Vou estar torcendo muito”, afirma, com um brilho nos olhos.

O torneio, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho, contará com a participação de 32 seleções. A ex-capitã da seleção brasileira, Aline Pellegrino, agora diretora executiva do evento, destaca a relevância social que um evento como este pode proporcionar. Para ela, a Copa do Mundo feminina é uma oportunidade de promover mudanças culturais e sociais, trazendo à luz a importância da igualdade de gênero. “O futebol tem o poder de transformação”, observa Aline, destacando que este é um momento crucial para os direitos das mulheres na sociedade.

Atletas como Myllene D’Arc, de 34 anos, também compartilham desse otimismo. Jogadora do time Republicanas de Brasília, ela acredita que haverá um aumento significativo na visibilidade do futebol feminino com a realização do Mundial. “É para mulher também e a gente pode fazer o que quiser”, enfatiza, reafirmando o empoderamento feminino no esporte.

A cidade sede da Copa do Mundo atraí a atenção da nação, que anseia por uma competição mais justa e igualitária. O torneio ocorrerá em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A história do Mundial feminino é rica, com apenas cinco seleções levantando a taça desde a sua criação em 1991. Em meio a essa tradição, a torcida brasileira espera que 2024 possa finalmente ser o ano em que o país sagra-se campeão mundial.

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