ESPORTE – Brasileiro Bala Loka Disputa Final Histórica no BMX Freestyle nas Olimpíadas de Paris

Gustavo Batista de Oliveira, mais conhecido pelo apelido de Bala Loka, entrou para a história ao se tornar o primeiro brasileiro a representar o país no ciclismo BMX free style em Jogos Olímpicos. O atleta de 21 anos, natural de Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, fez sua estreia olímpica em Paris, um momento aguardado com grande expectativa, especialmente considerando a ausência de brasileiros na modalidade durante sua estreia em Tóquio 2020.

Bala Loka conseguiu a oitava melhor pontuação (85.79) entre 12 competidores na fase classificatória, o que garantiu sua vaga na final, onde apenas os nove melhores avançaram. A final está marcada para às 9h44, horário de Brasília, desta quarta-feira (31). O brasileiro será o segundo a se apresentar, carregando consigo a esperança e a torcida do país.

Em um depoimento ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), Gustavo expressou sua preparação intensa e o desafio adicional das altas temperaturas. “Estou trabalhando muito, treinando para estar na final dos Jogos Olímpicos. Já tinha feito outras finais importantes de Mundial, de Copa do Mundo, mas Jogos Olímpicos é incrível. Está 35, 40 graus, muito calor. Sem querer andamos todo de preto, pega um pouco mais. Ainda mais com todos os equipamentos de proteção. Dá uma interferida, mas para ir para final a gente faz de tudo”, revelou o ciclista.

Durante a fase classificatória, Bala Loka garantiu pontuações de 5.51 na primeira volta e 86.07 na segunda, acumulando uma média final de 85.79 na Arena La Concorde 2, instalada em um parque urbano na capital francesa. O britânico Kieran Reilly liderou a fase classificatória com uma pontuação de 91.21, sendo o único a ultrapassar os 90 pontos em cada volta.

O sistema de pontuação no BMX free style é complexo, levando em conta a dificuldade das manobras, a altura dos saltos, além da criatividade e estilo das apresentações. Um detalhe que chamou a atenção foi a personalização da bicicleta de Bala Loka, adornada com adesivos que representavam a fauna brasileira, incluindo papagaios, tucanos e onças, e um capacete modificado com o escudo brasileiro e seu nome. “É a fauna brasileira, tem papagaio, tucano, onça. Um adesivo que um amigo meu fez. Tanto que meu capacete é modificado com o escudo brasileiro e meu nome. É um momento especial pra mim e tudo tem que ser especial”, detalhou o jovem atleta.

Estreando nas Olimpíadas, Bala Loka já possui um currículo de respeito no ciclismo BMX free style. Aos 15 anos, ele venceu uma etapa da Copa do Mundo na China em 2017. Em 2022, conquistou a medalha de bronze nos Jogos Sul-Americanos e, no ano passado, trouxe um inédito bronze para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile. Agora, ele busca elevar ainda mais seu legado olímpico em Paris, carregando o peso e o brilho da determinação brasileira.

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