O incidente que motivou a punição aconteceu em 4 de maio, no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa. Após a partida, o atacante Allano, do Operário, apresentou uma denúncia à Polícia Civil do Paraná, alegando ter ouvido Miguelito proferir uma ofensa racial de forma explícita. A ofensa teria ocorrido enquanto os jogadores se preparavam para a cobrança de uma falta lateral, quando, segundo relatos, Miguelito passou por Allano e fez o comentário ofensivo.
Imediatamente, Allano e Jacy, o capitão da equipe paranaense, acionaram o árbitro Alisson Sidnei Furtado, que, seguindo os protocolos antirracistas estabelecidos pela FIFA e pela CBF, interrompeu a partida por 15 minutos para abordar a situação. Apesar da tensão gerada, o jogo foi retomado com ambos os jogadores ainda em campo. Contudo, no início do segundo tempo, Miguelito foi substituído por Benítez, dando sequência à partida.
Como esta decisão representa uma primeira instância, o América-MG anunciou sua intenção de apresentar um recurso ao Pleno do STJD, solicitando efeito suspensivo. Isso permitiria que Miguelito continuasse a atuar até uma nova avaliação da situação. O clube, por meio de uma nota oficial, expressou sua intenção de seguir o devido processo legal e defender o atleta.
A punição imposta ao jogador ressalta a seriedade com que o futebol brasileiro trata casos de discriminação e a importância de manter um ambiente respeitoso nos campos. Os desdobramentos deste caso podem influenciar futuras discussões sobre como a indústria esportiva enfrenta e combate o racismo e outras formas de discriminação.