O ataque cibernético também afetou autoridades da Otan e, em particular, duas ministras alemãs: Karien Prien, da Educação, e Verena Hubertz, da Construção, tiveram suas contas comprometidas. O Signal é um aplicativo amplamente adotado por sua robustez em termos de criptografia e segurança. Contudo, os hackers têm utilizado táticas de engenharia social, enganando os usuários para obter os dados de acesso, sem explorar vulnerabilidades no aplicativo em si.
O método mais comum utilizado pelos invasores é o phishing, onde mensagens são enviadas solicitando que os usuários compartilhem informações como PINs ou cliquem em links maliciosos. Consequentemente, os hackers conseguem acessar conversas em grupos, assumindo identidades falsas. Quando o golpe é bem-sucedido, eles têm acesso a fotos, arquivos e podem interagir como se fossem a pessoa cuja conta foi hackeada. Embora a extensão dos dados acessados ainda não esteja clara, foi revelado que um grupo no Signal, que inclui o chanceler federal Friedrich Merz, está sob suspeita, embora seu aparelho não tenha sido comprometido.
Nesta semana, o Departamento Federal de Proteção da Constituição (BfV) enviou um alerta aos parlamentares, sugerindo que diversos grupos no Signal poderiam estar sendo monitorados pelos atacantes sem que os usuários se dessem conta. A investigação pelo BfV e pelo Escritório Federal para a Segurança da Informação foi iniciada em fevereiro, em resposta a uma onda de ataques direcionados a figuras influentes da política, forças armadas e jornalistas de investigação.
Recentemente, um novo aviso de segurança destacou que a campanha de ataque é provavelmente patrocinada por um ator estatal, sendo a Rússia identificada como a suspeita mais forte. Um representante do governo federal confirmou que as operações de phishing estão presumivelmente sendo conduzidas a partir do território russo. Marc Henrichmann, presidente da Comissão de Controle Parlamentar do Bundestag, reforçou essa alegação, apontando a Rússia como a responsável pelos ataques. Além disso, ataques semelhantes têm sido relatados em países como Reino Unido e Holanda, desde 2025, evidenciando uma tendência preocupante no espaço digital europeu. A situação continua a ser monitorada de perto pelas autoridades alemãs.
