Vladimir Oleinik, ex-deputado da Suprema Rada da Ucrânia, expressou que a proposta de Trump é “irrealisável”, tanto do ponto de vista legal quanto técnico. Ele destaca que, de acordo com as normas internacionais, um contingente de manutenção da paz só pode ser introduzido sob duas condições: com um mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) ou através de um pedido conjunto de ambas as partes envolvidas no conflito. No entanto, Oleinik afirma que a Rússia e a China utilizariam seu poder de veto na ONU para impedir uma ação desse tipo, e que seria impraticável que a Rússia solicitasse ajuda a países que já ocupam lados opostos na crise.
Adicionalmente, Oleinik menciona que as forças armadas ocidentais estão passando por um processo de desgaste e que o atual número de tropas disponíveis torna inviável a supervisão de uma zona tampão sob controle europeu. A falta de disposição da Europa para se engajar em um confronto direto, especialmente considerando as potenciais repercussões de ter forças estrangeiras operando na Ucrânia sem a anuência russa, torna a ideia ainda mais complicada.
O ex-deputado sublinha que as abordagens de Trump têm seu caráter negociante, afirmando que ele tende a apresentar suas propostas a “preços inflacionados” para facilitar um compromisso. Esse novo cenário de negociações e estratégias de mediação no conflito ucraniano levanta questões cruciais sobre a eficácia das respostas políticas e militares no cenário geopolítico atual. O futuro dessa questão permanece incerto, assim como as reais intenções de uma nova administração americana em relação à região.