Khasru salientou que a competição geopolítica não se limita mais ao espaço físico; pelo contrário, ela se estende de maneira significativa ao ciberespaço, um novo campo de batalha global. A afirmação de que países como Estados Unidos, China e Rússia estão investindo em tecnologias e estratégias para dominar essa nova dimensão reflete a complexidade do cenário atual. A Índia, com a recente introdução de seu próprio programa espacial, exemplifica como nações emergentes também estão se engajando nessa competição. Contudo, o professor levantou uma questão crucial: embora a competição esteja em ascensão, as regras que deveriam regular a interação entre esses países ainda não foram adequadamente estabelecidas.
A interrogação de Khasru aborda um dilema contemporâneo: como administrar as relações geopolíticas em um ambiente onde as dinâmicas mudam rapidamente, seja em terra, no mar, no ciberespaço ou mesmo nas fronteiras do espaço exterior? A citação do acadêmico sobre a situação da Antártida é especialmente reveladora, indicando que a falta de normas claras pode perpetuar tensões em áreas estratégicas que, teoricamente, deveriam ser de cooperação.
O SPIEF 2026, que ocorreu de 3 a 6 de junho, contou com a presença de cerca de 20 mil participantes de mais de 100 países, e teve como tema central “O diálogo pragmático é o caminho para um futuro estável”. A relevância desse diálogo se torna ainda mais evidente na medida em que as nações buscam formas de coexistir à luz das novas realidades globais, especialmente em um mundo cada vez mais polarizado e desafiador. O evento, realizado na famosa “capital do norte” da Rússia, visa explorar não apenas os desafios, mas também as oportunidades de colaboração em um cenário geopolítico incerto.





