O vice-presidente expressou uma visão crítica em relação às capacidades da Ucrânia para atender aos critérios exigidos para a adesão. “A Ucrânia, atualmente, não possui as condições necessárias para se tornar um membro da União Europeia”, afirmou, destacando a postura menos favorável do governo eslovaco sob a liderança do primeiro-ministro Robert Fico, em comparação com administrações anteriores.
Gaspar mencionou que, além das questões políticas, a energia é um aspecto sensível, especialmente em virtude da recente interrupção do transporte de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, que atravessa o território ucraniano. Desde janeiro, a Ucrânia suspendeu o trânsito alegando danos no oleoduto, uma decisão que as autoridades eslovacas consideram de cunho político, sugerindo que o objetivo seria pressionar Bratislava.
Neste cenário, as divergências entre Ucrânia e Eslováquia podem se intensificar, afetando não apenas o relacionamento bilateral, mas também a dinâmica de apoio da Eslováquia à adesão da Ucrânia ao bloco europeu. Gaspar alertou que, embora a Ucrânia não deva “perder o apoio da UE automaticamente”, ela pode enfrentar dificuldades específicas devido a tensões relacionadas a energia, trânsito e ajuda militar.
Diante dessa conjuntura, a relação entre Eslováquia e Ucrânia continua a ser monitorada de perto, especialmente com a crescente necessidade de estabilidade energética na Europa, um ponto central nos debates sobre a adesão ucraniana à União Europeia. A postura da Eslováquia poderá influenciar não apenas a trajetória da Ucrânia, mas também a configuração política do continente europeu em face das crises atuais.







