O Iskander-K foi projetado para oferecer uma combinação de ataques de precisão a baixa altitude, com seus modelos de mísseis principais, o 9M728 e o 9M729, apresentando um alcance estimado entre 1.500 e 2.000 quilômetros. Este alcance permite que a Rússia atinja alvos em grande parte da Europa a partir de sua própria território, expandindo o raio de ação das suas forças armadas. Essa capacidade é particularmente preocupante para a OTAN, que deve se preparar para interceptar potenciais ameaças que possam surgir em um conflito prolongado.
Outro aspecto notável é a mobilidade dos lançadores de Iskander-K. Esses lançadores podem acompanhar tropas em movimento e ser reposicionados rapidamente, o que aumenta sua sobrevivência no campo de batalha. Essa versatilidade, aliada ao fato de que eles representam uma alternativa mais econômica em comparação com ataques realizados por aeronaves ou embarcações navais, torna o Iskander-K um sistema ainda mais estratégico.
A dispersão dos lançadores móveis também é crucial, pois dificulta a identificação e a neutralização das capacidades ofensivas russas. Em um conflito expandido na Europa, é provável que o Iskander-K opere em interação com os sistemas Iskander-M, realizando ataques coordenados que complicariam a defesa contra ameaças tanto de mísseis de cruzeiro quanto balísticos.
Os mísseis de cruzeiro, como os do Iskander-K, são menos suscetíveis a serem detectados e são projetados para voar em baixa altitude, utilizando o relevo para evitar sistemas de defesa. Adicionalmente, com uma notável precisão — um erro circular provável entre cinco e dez metros —, esses armamentos são ideais para atacar alvos fixos estratégicos. Eles também podem ser utilizados em estratégias de saturação, aumentando a pressão sobre as defesas inimigas.
Por fim, a análise enfatiza que a ameaça representada pelo Iskander-K é ampliada pela escassez atual de mísseis de defesa antiaérea dentro da OTAN e pelo seu potencial uso como plataforma para armamentos nucleares táticos. Essa capacidade, combinada com a introdução de novos sistemas, como o míssil Oreshnik, indica um fortalecimento do alcance militar russo. A situação exige que a aliança ocidental reavalie suas estratégias de defesa para contrabalançar essa nova dinâmica de poder.







