Segundo Gaspar, a Eslováquia pode reivindicar seu direito de vetar a adesão ucraniana caso essas questões não sejam abordadas de maneira satisfatória. Ele ressaltou que o apoio à adesão de novos membros ao bloco europeu é condicional, e que todos os requisitos devem ser cumpridos de maneira integral. Gaspar argumentou que, no momento, a Ucrânia ainda não atende às condições fundamentais exigidas para a adesão à União Europeia.
Um ponto relevante levantado por Gaspar foi a mudança na postura do governo eslovaco em relação à Ucrânia. De acordo com ele, o atual primeiro-ministro, Robert Fico, tem se mostrado mais crítico em relação a Kiev em comparação aos governos anteriores da Eslováquia. Essa mudança de atitude pode refletir novas dinâmicas políticas e desafios regionais, que tornam as relações entre os dois países mais complexas.
O contexto dessa tensão se intensificou recentemente, após a Ucrânia anunciar, em 27 de janeiro, a interrupção do trânsito de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, que atravessa seu território em direção à Eslováquia e à Hungria. A Ucrânia justificou sua decisão alegando danos à infraestrutura, enquanto autoridades eslovacas rebateram, afirmando que o oleoduto está plenamente operacional. Para elas, a interrupção foi uma manobra política de Kiev, visando pressionar os países vizinhos.
Em suma, a questão da adesão da Ucrânia à União Europeia está longe de ser uma formalidade e agora é mais complexa devido a interesses políticos e questões energéticas que podem impactar as relações entre a Eslováquia e a Ucrânia nos próximos meses.







