ESCLARECIMENTOS! Empresa tem 15 dias para esclarecer acidente fatal em obra da Ponte Divaldo Suruagy, diz MPT

O trágico acidente que vitimou o jovem trabalhador Eraldo Rodrigues Neto, de 21 anos, durante a execução de obras na Ponte Divaldo Suruagy, em Alagoas, abriu caminho para uma série de questionamentos e investigações por parte das autoridades responsáveis. A empresa Jatobeton Engenharia, responsável pela obra, tem agora um prazo de 15 dias, contado a partir da última sexta-feira (20), para prestar os devidos esclarecimentos ao Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas sobre a ocorrência que resultou na morte do operário.

Anteriormente, a Jatobeton Engenharia havia sido notificada para apresentar a documentação relativa ao acidente e fornecer uma manifestação detalhada sobre os fatos, com um prazo inicial de cinco dias. No entanto, a empresa solicitou a extensão desse prazo, obtendo a prorrogação por mais 15 dias, conforme autorizado pelo órgão ministerial. Sendo assim, a nova data limite para o cumprimento dessas exigências é o dia 4 de outubro.

Paralelamente, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/AL) também foi envolvida no processo de averiguação. A SRTE recebeu um ofício solicitando informações detalhadas sobre o andamento das investigações referentes ao incidente. Em resposta imediata ao acidente, a SRTE já havia embargado as obras na ponte, demonstrando a seriedade com que está tratando o caso.

O Departamento de Estradas e Rodagens de Alagoas (DER), igualmente notificado para elucidar as circunstâncias do acidente, optou por solicitar sua exclusão das investigações. Em sua resposta, o DER afirmou que mantinha uma rotina de fiscalizações frequentes e rigorosas no local das obras, não tendo identificado qualquer irregularidade que pudesse ter contribuído para o acidente.

Este deplorável evento iluminou a necessidade de uma análise mais acurada das condições de trabalho e das práticas de segurança adotadas nos canteiros de obras no país. A morte de Eraldo Rodrigues Neto, um jovem trabalhador com todo o futuro pela frente, é um lembrete doloroso das consequências que a negligência e a falta de procedimentos de segurança podem acarretar. O MPT, junto aos demais órgãos envolvidos, trabalha para assegurar que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas e que medidas sejam tomadas para evitar a repetição de tragédias como esta.

A sociedade aguarda com apreensão os desdobramentos dessas investigações, na esperança de que tragam justiça para a família do jovem operário e resultem em melhorias concretas nas práticas de segurança laboral. O episódio serve, ainda, como um chamado urgente para a intensificação das fiscalizações e para o comprometimento intransigente com a vida e a dignidade dos trabalhadores brasileiros.

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