Escândalo de imagens manipuladas de meninas nuas em Almendralejo: Polícia identifica 11 adolescentes envolvidos, alguns usaram inteligência artificial

No município de Almendralejo, na Espanha, um escândalo envolvendo a distribuição de imagens manipuladas de meninas nuas está chocando a população. Ainda que as autoridades já tenham identificado 11 adolescentes ligados ao caso, três deles responsáveis pela criação das imagens e outros oito participantes do chat onde elas foram distribuídas, eles não podem ser responsabilizados criminalmente devido à idade.

A utilização de inteligência artificial para manipular imagens é um fenômeno em crescimento e tem sido motivo de preocupação para especialistas. A possibilidade de jovens namorarem e conversarem com a tecnologia tem levado psicólogos a avaliar essa nova tendência. Além disso, o FBI alertou que pessoas estão utilizando a técnica conhecida como deep fake para se candidatarem a empregos remotos, o que levanta questões éticas e de segurança.

Nas escolas de Almendralejo, pelo menos quatro alunos tiveram suas imagens nuas modificadas por inteligência artificial e compartilhadas. A polícia tem conhecimento de sete denúncias relacionadas a esses casos nos últimos dias. O Ministério Público está investigando quatro crimes, incluindo a produção e distribuição de material pornográfico, posse de pornografia infantil, violação da integridade moral de menores e violação da privacidade.

No entanto, é importante ressaltar que os criminosos com menos de 14 anos não podem ser responsabilizados criminalmente. O Ministério Público poderia encaminhá-los para programas socioeducativos disponíveis nas comunidades autônomas espanholas.

A última reforma da lei de proteção jurídica de menores incluiu um artigo específico para tratar de menores de 14 anos em conflito com a lei. Esse artigo estabelece que os adolescentes serão incluídos em um plano de acompanhamento que avalia sua situação sociofamiliar. Além disso, caso o ato violento possa constituir um crime contra a liberdade, assédio sexual ou violência de gênero, o plano de monitorização deverá incluir um módulo de formação sobre igualdade de gênero.

A investigação policial do caso está sendo complementada pela atuação da Agência Espanhola de Proteção de Dados, que abriu uma investigação preliminar e entrou em contato com a Câmara Municipal de Almendralejo e o governo regional da Extremadura para solicitar a remoção das imagens publicadas na internet.

O escândalo começou quando um grupo de menores capturou fotos dos perfis de Instagram e WhatsApp de pelo menos 20 meninas do município. Segundo relatos, eles também teriam fotografado outra criança durante um treino de vôlei em um pavilhão municipal. As mães das vítimas organizaram um grupo no WhatsApp, que já conta com 27 integrantes, para lidar com a situação.

As imagens foram posteriormente editadas em um aplicativo de inteligência artificial que simula nudez. Houve até casos de extorsão de uma menor por meio de um perfil falso no Instagram. A mãe da menina envolvida nesse episódio, Fátima G., de 30 anos, denunciou o crime. Sua filha tem apenas 12 anos, o que intensifica a gravidade do caso.

O episódio em Almendralejo levanta preocupações sobre a segurança de menores nas redes sociais e a necessidade de medidas mais efetivas de proteção e conscientização. É fundamental que os responsáveis, as autoridades e a sociedade como um todo estejam atentos e unidos para combater crimes dessa natureza e garantir a integridade e o bem-estar de crianças e adolescentes.

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