Frente a essa situação, Erika Hilton pondera a possibilidade de sugerir que o projeto inicie seu trâmite na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a qual ela preside. Para Hilton, a Comissão tem a responsabilidade de promover a discussão sobre o tema, permitindo que o debate avance, ao invés de deixar a proposta esquecida. Ela enfatiza a importância da matéria e a necessidade de indicar uma relatora para que a discussão prossega, envolvendo tanto a sociedade civil quanto as deputadas na elaboração de um texto que realmente represente as demandas das mulheres.
Em sua avaliação, essa estratégia pode ser um caminho viável para desbloquear a pauta e assegurar que a proposta seja debatida de forma mais ampla e consciente antes de ser levada ao plenário. A deputada ressalta a relevância da urgência em analisar e debater um assunto que toca diretamente na vida de muitas mulheres e que, segundo ela, merece toda a atenção da Câmara.
Vale lembrar que o projeto já recebeu aprovação no Senado e prevê a inclusão da misoginia na Lei do Racismo, estabelecendo penas que variam de dois a cinco anos de reclusão, além de multas. Se a Câmara aprovar o texto sem alterações, a proposta seguirá para sanção do presidente Lula. Este contexto destaca a importância do diálogo entre os diferentes lados do espectro político, especialmente em matérias que tratam da proteção dos direitos humanos e do combate à violência de gênero.







