Zanetti, Diego, Nory, Sasaki e Chico conquistam posição que nem equipe feminina do Brasil alcançou em Olimpíadas. Japão leva ouro, Rússia prata e China o bronze

Mas os brasileiros têm motivo para se orgulharem. Para entender o tamanho do feito, basta saber que a sexta colocação nunca foi alcançada em Olimpíada nem mesmo pelo time feminino, nem mesmo por uma equipe com Daiane dos Santos, Jade Barbosa, Daniele Hypolito e Lais Souza, que ficaram em oitavo nos Jogos de Pequim 2008.
Certamente o Brasil poderia ter chegado um pouco mais perto do pódio se não tivesse falhado no solo, com duas quedas de Sérgio Sasaki. Erros, porém, são normais na ginástica. Até os campeões japoneses não passaram ilesos.
– A gente fez nossa parte. Fico triste de não ter dado meu 100% no solo, mas feliz de ter ajudado nos outros aparelhos. Quando compito por equipes, normalmente me sinto um pouco mais nervoso, um pouco mais tenso. Eu compito seis aparelhos. A responsaibilidade é um pouco maior, a minha cobrança é maior, porque sei que posso fazer a diferença para o Brasil – disse Sasaki.
1ª ROTAÇÃO
O telão mostrava: o Brasil só estava atrás de Rússia e Alemanha. Os favoritos China, Japão e Estados Unidos sofreram quedas na primeira rotação. Nascia o sonho de uma medalha para o time.
2ª ROTAÇÃO
Para chegar ao sonhado pódio era preciso voar alto. Assim fizeram os brasileiros no salto. Diego, Nory e Sasaki repetiram o bom desempenho da classificatória. Os pequenos passos nas aterrissagens não tiraram o sorriso de satisfação no rosto dos brasileiros. Com 45,032 pontos no salto, o time da casa viu a Grã-Bretanha o ultrapassar, mas apenas a Rússia havia aberto vantagem na liderança. China e Japão continuavam atrás.
3ª ROTAÇÃO
4ª ROTAÇÃO
A vibração tomava conta dos ginastas brasileiros àquela altura. Para um pódio, ainda era preciso contar com erros de rivais favoritos, mas estar entre os grandes, entre as potências, isso só dependia deles. A comemoração era grande a cada série completa na barra fixa. Nory, quarto no Mundial de 2015, acertou o movimento que errou na classificatória (14,933). Chico, que vai disputar a final da barra na Rio 2016, mais uma voou alto em largadas e retomadas incríveis (15,166). Sasaki também foi muito bem, mas os árbitros acharam que não foi tão preciso. A nota 14,566 foi muito vaiada na Arena Olímpica, que pedia mais pontos para o brasileiro.
Com 44,665 pontos no aparelho, o Brasil manteve o quarto posto. Russos e Japoneses já se colocavam em uma disputa à parte pelo ouro. O bronze, porém, ainda estava ao alcance. Com britânicos na frente no páreo pelo pódio.
5ª ROTAÇÃO
6ª ROTAÇÃO
As falhas no solo diminuíram a empolgação dos brasileiros, mas ainda havia um aparelho para fechar a competição: o temido cavalo com alças. Antigo Calcanhar de Aquiles, mais uma vez o cavalo foi domado por Sasaki, Nory e Chico. Os 43,433 pontos garantiram a sexta e inédita colocação, com um total de 263,728 pontos. No final, os brasileiros só aguardaram para ver a formação do pódio. Os japoneses levaram a melhor, assim como no Mundial de 2015, graças a Kohei Uchimura, que sozinho somou 91,598.
g1
08/08/16






