O estudo, intitulado “Primeiro Estudo sobre inovação no Mercado de Seguros, Saúde, Previdência Complementar Aberta e Capitalização no Brasil”, foi apresentado na sede da entidade, localizada no centro do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 5.
Os resultados foram obtidos a partir de uma pesquisa com 24 executivos que representam 55 empresas do setor, com uma arrecadação bruta total de R$ 368 bilhões, abrangendo 55% do mercado brasileiro. Surpreendentemente, 29% das empresas investem entre 1% e 2% da arrecadação em inovação, enquanto 21% investem até 1% e 46% investem entre 2% e 10%.
Uma análise mais aprofundada revela que as empresas ligadas a bancos investem, em média, 3,27% da arrecadação em inovação, enquanto as demais empresas investem apenas 1,6% em média. Além disso, as empresas nacionais investem mais em inovação, cerca de 2,86% da receita bruta, em comparação com as empresas estrangeiras, que investem apenas 1,51%.
Dyogo Oliveira, presidente da Cnseg, explicou que as empresas estrangeiras tendem a chegar ao Brasil com níveis de inovação já aplicados em seus negócios, o que influencia suas estratégias de investimento. Para o futuro, 71% das empresas indicaram previsão de aumento nos investimentos em inovação de 2023 para 2024, demonstrando um compromisso contínuo com o desenvolvimento do setor.
As áreas de gestão de distribuição, back office, TI e atendimento ao cliente foram destacadas como as mais buscadas para a implementação de iniciativas inovadoras no setor de seguros, de acordo com as empresas entrevistadas durante o estudo.
Em resumo, o setor de seguros no Brasil está demonstrando um forte foco em inovação e investimento, o que promete impulsionar o mercado e proporcionar benefícios significativos para as empresas e os consumidores.