Empresário do Rio é investigado por vender relógio Patek Philippe falso por R$ 200 mil em operação da polícia na Barra da Tijuca.

Na manhã desta quinta-feira, a 12ª Delegacia de Polícia (DP) de Copacabana realizou uma operação que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em dois imóveis localizados na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O alvo da operação é o empresário André Vinícios Peralta, de 55 anos, que é investigado por ter vendido um relógio da prestigiada marca suíça Patek Philippe, reconhecido por sua exclusividade e alto valor, por R$ 200 mil, porém, este se revelou ser uma falsificação.

De acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, uma análise realizada comprovou que, embora a caixa do relógio fosse genuína e feita de ouro branco, o maquinário interno, elemento fundamental de qualquer relógio de luxo, era falso. A investigação começou após a vítima do golpe se dirigir à delegacia para denunciar a fraude. Uma perícia técnica pediu pelo próprio comprador revelou que a peça tinha origem na China, o que, evidentemente, comprometeu consideravelmente seu valor de mercado.

Ainda segundo Lages, após ser contatado pela vítima, Peralta concordou em devolver o relógio, mas não fez o reembolso devido, alegando que não tinha recursos disponíveis. O empresário, natural de Belo Horizonte, acumula uma extensa ficha criminal no estado do Rio de Janeiro, com passagens registradas desde 2004, incluindo crimes de furto, estelionato, receptação e apropriação indébita.

Curiosamente, Peralta já havia sido alvo de uma operação anterior, a chamada “Operação Boca Rica”, que resultou na interdição de diversas empresas ligadas a atividades similares. Neste contexto, ele também foi associado à recepção de produtos de luxo que haviam sido furtados na Barra da Tijuca.

Ele possui um histórico interessante: já foi preso duas vezes – uma em 2004, por mandado civil, e outra em 2015, por roubo. Seu nome também aparecia em ocorrências relacionadas à falsa comunicação de crimes em 2023, além de registros de crimes contra a economia popular em 2022. O delegado Lages destaca um episódio em 2017, quando Peralta foi indicado por adquirir diversos itens de luxo, incluindo alianças, pulseiras e um relógio Rolex de ouro amarelo por meio de sua loja, que também foi a responsável pela venda do Patek Philippe adulterado.

Os relógios da Patek Philippe estão entre os mais caros do mundo, com preços que começam em R$ 130 mil por modelos básicos, podendo ultrapassar a cifra de R$ 50 milhões em leilões de edições limitadas. Um exemplo notável foi o relógio Calendário Perpétuo, modelo referência 1518, fabricado em 1943, que foi vendido por 14,19 milhões de francos suíços, cerca de R$ 90 milhões, quebrando recordes em leilões. Essa exclusividade extrema, aliada à complexidade de produção artesanal, torna esses relógios itens altamente cobiçados e valiosos.

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