O vice-presidente global de Relações Institucionais da Embraer, José Serrador, ressaltou que a atual discussão sobre autonomia estratégica na União Europeia cria um ambiente favorável para que a indústria de defesa brasileira entre com força no mercado europeu. Com os países da OTAN prevendo um aumento significativo em seus gastos militares — estimando-se que esses valores alcancem 5% do PIB até 2035 — a reconfiguração do mercado global de defesa está em curso, o que abre novas avenidas para a empresa.
Além disso, os governos europeus estão intensificando esforços para fortalecer suas capacidades militares. Essa busca por maior autonomia, segurança e robustez em suas forças armadas eleva a demanda por aeronaves multifuncionais, como o KC-390. Este cargueiro foi concebido para operações táticas e logísticas, destacando-se como um exemplo da inovação tecnológica da Embraer.
O executivo enfatizou que a Embraer já fornece equipamentos militares a 60 países, refletindo a confiança internacional nos seus sistemas avançados de defesa. Além do KC-390, o EMB-314 Super Tucano, uma aeronave leve de ataque e treinamento avançado, também tem despertado interesse significativo de diversas nações europeias, que buscam soluções com custos operacionais mais baixos. O caça supersônico F-39E Gripen, desenvolvido em colaboração com a sueca Saab, é outra aposta forte da Embraer para conquistar o mercado europeu.
A Embraer está pronta para navegar neste novo cenário e, com suas propostas estratégicas, visa consolidar-se como uma peça chave na indústria de defesa mundial. À medida que a Europa se rearmar, a empresa brasileira espera que suas inovações ofereçam soluções eficazes e competitivas, promovendo não apenas a expansão de seus negócios, mas também fortalecendo a cooperação tecnológica e a integração industrial com a região.





