Entretanto, a corrida eleitoral não está isenta de complicações. Roberto Sánchez, do partido Juntos por el Perú, enfrenta uma séria acusação do Ministério Público peruano, que solicita sua condenação a cinco anos e quatro meses de prisão por suposto “falseamento de informações” relativas às contas de sua campanha. A investigação acusa Sánchez de omitir mais de 57 mil dólares (aproximadamente 286 mil reais) de contribuições financeiras ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), responsável por monitorar a legalidade das campanhas no país.
A ascensão repentina de Sánchez nas pesquisas, que o posicionou rapidamente como um dos principais candidatos, não passou despercebida. Para o analista político Martín Manco, as acusações são mais uma tentativa de deslegitimar sua imagem do que um reflexo de práticas ilegais. Ele sugere que forças políticas, temerosas de mudanças significativas, estão ativamente tentando desgastar sua reputação antes do embate decisivo contra Fujimori.
Em reação às acusações, Sánchez utilizou suas redes sociais para se defender, negando qualquer irregularidade e sugerindo que é alvo de uma perseguição política. Ele declarou que já houve arquivamento de processos relacionados ao uso indevido de recursos do partido, assegurando que nunca houve fraude.
O quadro atual reflete a polarização política crescente no Peru, onde diferentes setores da sociedade buscam a estabilidade em meio a um clima de disputas acirradas e desconfiança nas candidaturas emergentes. A expectativa dos próximos dias é que os resultados oficiais lancem ainda mais luz sobre o futuro político do país e as dinâmicas eleitorais que se seguirão.





