A eleição, marcada por tensões e controvérsias, ocorreu no dia 7 de junho, mas Roberto Sánchez já se manifestou em diversas ocasiões, afirmando que não aceitará os resultados. Em uma coletiva de imprensa, ele acusou o processo eleitoral de fraude e convocou seus apoiadores para uma “resistência patriótica”, incitando-os a protestar nas ruas em busca de uma recontagem dos votos. Segundo palavras de Sánchez, as autoridades eleitorais teriam manipulado a contagem no exterior de maneira a favorecer sua principal adversária.
Uma análise mais detalhada do apoio a Fujimori revela que sua vantagem se deve, em parte, ao apoio expressivo que recebeu de eleitores fora do país. Cerca de 300 mil votos vieram de peruanos vivendo no exterior, onde, segundo dados, mais de 1,2 milhão de pessoas estavam aptas a votar em consulados. Com quase todas as urnas do exterior contabilizadas, os números são impressionantes: Fujimori conquistou mais de 63,2% dos votos dos peruanos residentes fora do território nacional, totalizando mais de 190 mil cédulas.
A situação atual da corrida eleitoral no Peru reflete um cenário tenso e polarizado. A expectativa agora é sobre a resposta das instituições eleitorais e o desdobramento da resistência proposta por Sánchez, que promete agitar ainda mais a política peruana nas próximas semanas. A batalha pela presidência do país, assim, intensifica questões sobre legitimidade e a integridade do processo democrático no Peru.





