A Usina de El-Dabaa, conforme o presidente, terá um papel crucial no desenvolvimento sustentável do Egito, pois expandirá a oferta de energia limpa e criará um ambiente mais atraente para investigações estrangeiras e nacionais. Durante sua fala, ele expressou gratidão ao presidente russo, Vladimir Putin, e ao governo da Rússia pela colaboração nesse projeto.
Este anúncio foi feito no contexto da inauguração do Comando Estratégico do Estado, localizado na Nova Capital Administrativa do Egito. Em seu discurso, Al-Sisi também delineou diretrizes para a economia do país após o término de um programa de reformas econômicas em parceria com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Entre os novos planos, ele mencionou a implementação de um programa econômico que visa um crescimento sustentável, buscando aumentar a participação do setor privado e reforçar mecanismos de corrupção e governança.
Além disso, Al-Sisi abordou os desafios econômicos que o Egito enfrenta, com perdas significativas em receitas provenientes do Canal de Suez, estimadas em mais de US$ 10 bilhões, fruto de ataques a embarcações na região do estreito de Bab el-Mandeb. Ele também mencionou a pressão inflacionária resultante do aumento nos preços de energia e alimentos, além do impacto do acolhimento de milhões de deslocados.
Na esfera internacional, o presidente reafirmou o apoio a acordos de cessar-fogo na Faixa de Gaza e ressaltou que a estabilidade na região do Oriente Médio está intrinsecamente ligada à resolução do conflito entre israelenses e palestinos, com a criação de um estado palestino que tenha Jerusalém Oriental como capital. O discurso de Al-Sisi reflete tanto os esforços internos para revitalizar a economia egípcia quanto a posição do país no complexo cenário geopolítico do Oriente Médio.





