O movimento estudantil, organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), surgiu em resposta à insatisfação generalizada com as condições de alimentação, moradia e o valor das bolsas estudantis. Essas demandas foram levantadas como prioritárias para melhorar a qualidade de vida dos alunos da instituição.
Entretanto, os desdobramentos da noite foram marcados por um incidente de violência que envolveu uma invasão ao prédio da Administração Central da USP. Um grupo de seis jovens, com idades entre 18 e 22 anos, foi detido após barricar o acesso ao edifício. A Polícia Militar, chamada ao local, relatou que houve um confronto que deixou três seguranças feridos. Durante a ação, os suspeitos estavam equipados com fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores e outros objetos que sugerem uma intenção de confrontação.
Em uma reação clara, o DCE afirmou que não mantinha qualquer relação com os invasores e que as manifestações eram independentes da luta organizada pelo diretório. O grupo que invadiu a administração criticou a decisão de encerrar a greve em um manifesto publicado em suas redes sociais.
As autoridades levaram os jovens detidos para o 7º Distrito Policial, localizado na Lapa, onde foram ouvidos e posteriormente liberados. O caso foi registrado sob as acusações de lesão corporal grave e dano ao patrimônio público, destacando os desafios e a tensão que cercam as mobilizações estudantis na universidade.
