EDUCAÇÃO – Universidades Federais têm até sábado para inscrever cuidotecas que acolherão crianças de 3 a 12 anos, apoiando estudantes e trabalhadores à noite.

As universidades federais brasileiras estão em contagem regressiva para a finalização das candidaturas à criação de “cuidotecas” em seus campi, com o prazo se encerrando neste sábado, dia 1º de outubro. Esses espaços destinam-se ao acolhimento de crianças de 3 a 12 anos, independentemente de terem ou não deficiência, durante o período noturno. A iniciativa busca oferecer suporte aos responsáveis – em grande parte mulheres – que estudam ou trabalham, possibilitando uma maior permanência no ambiente acadêmico.

Não é apenas uma medida isolada; a ação é articulada pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Esta ação se insere no âmbito do Plano Nacional de Cuidados, que reflete uma política pública de corresponsabilidade social, na qual o Estado e as famílias compartilham a responsabilidade pelo bem-estar das crianças.

As propostas para a implantação das cuidotecas precisam ser submetidas de forma eletrônica, com cada universidade indicando apenas um campus, preferencialmente aquele que apresenta maior demanda. O procedimento para a inscrição exige a apresentação de um plano de trabalho detalhado, Termo de Compromisso assinado pela Reitoria, além de documentação que comprove a quantidade de estudantes e servidores que realizam atividades noturnas.

Cada cuidoteca será capaz de atender até 40 crianças simultaneamente. Essas instalações podem operar também durante fins de semana, feriados e férias escolares, visando atender às exigências de estudantes, docentes e trabalhadores terceirizados que precisam do serviço fora do horário habitual.

Os recursos que serão destinados às universidades escolhidas contemplam a criação e o custeio das cuidotecas por um ano, demandando que as instituições ofereçam um espaço físico apropriado. Os valores podem ser utilizados para a aquisição de móveis infantis, equipamentos de segurança, materiais lúdicos, além da contratação de profissionais capacitadores, como educadores e agentes de cuidados, assim como despesas operacionais gerais. Vale ressaltar que a chamada não aceitará propostas que incluam reformas de grande porte.

Com o intuito de selecionar até 50 universidades federais para esses espaços de acolhimento infantil, as candidaturas serão avaliadas com base em uma escala de pontuação de até 100 pontos. As prioridades serão definidas pela demanda comprovada, vulnerabilidade socioeconômica dos alunos, cobertura regional e infraestrutura. A medida busca a inclusão e o suporte necessários para que mais estudantes e trabalhadores possam avançar em seus compromissos acadêmicos e profissionais sem a preocupação constante com o cuidado de seus filhos.

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