Dentre os contratados, 242 irão atuar em escolas da capital e da região metropolitana, que conta com um total de 5,3 mil escolas estaduais. É importante ressaltar que os vigilantes estarão desarmados e foram selecionados critérios como vulnerabilidade da comunidade e convivência no ambiente escolar, pelas diretorias regionais de ensino, para a alocação desses profissionais.
O governo investiu cerca de R$ 70 milhões nesse projeto e na região administrativa do ABC, os seguranças privados já começaram a trabalhar desde segunda-feira. A licitação ainda está em andamento para a contratação dos outros 226 profissionais.
Além da contratação dos vigilantes, o governo também contratou 550 psicólogos ao longo deste ano para atuar nas escolas. O governador anunciou que um aditivo será feito a esse contrato para aumentar o número de profissionais disponíveis. Após o novo atentado, Tarcísio de Freitas afirmou que pretende rever as ações tomadas até o momento e destacou a importância de combater o bullying e a homofobia.
Especialistas têm sugerido políticas de convivência nas escolas como parte das ações para uma cultura de paz. Cléo Garcia, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ressaltou a importância de debater sobre o bullying, a diversidade, os discursos de ódio e o racismo no currículo escolar. Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), aposta na gestão democrática das escolas como uma ferramenta necessária para reduzir a violência.
Em relação ao último ataque, a adolescente Giovanna Bezerra da Silva foi sepultada em Santo André, na Grande São Paulo. Homenagens foram feitas na porta da escola e as aulas foram suspensas por dez dias. O jovem autor do crime, também estudante da escola, foi apreendido e as investigações estão em andamento.
É importante que sejam tomadas medidas efetivas para garantir a segurança nas escolas e evitar que novos ataques ocorram. A contratação de seguranças privados é uma das ações que está sendo implementada, mas é necessário um esforço conjunto da sociedade, do governo e das instituições educacionais para promover um ambiente seguro e acolhedor nas escolas. A prevenção da violência passa pela conscientização, educação e pela adoção de políticas de convivência que valorizem a diversidade e combatam qualquer forma de discriminação.