EDUCAÇÃO – “Seguranças privados são contratados para vigilância em escolas de São Paulo após aumento de ataques violentos”

Os primeiros 774 seguranças privados que foram contratados para fazer a vigilância em escolas do estado de São Paulo já começaram a atuar esta semana. O governador Tarcísio de Freitas anunciou a contratação de mil vigilantes em abril, como uma das medidas preventivas após o ataque que ocorreu na Escola Estadual Thomazia Montoro, na zona oeste da capital, resultando na morte de uma professora e ferindo quatro pessoas. Infelizmente, esta semana ocorreu mais um ataque em uma escola, dessa vez no bairro Sapopemba, na zona leste, resultando na morte de uma adolescente.

Dentre os contratados, 242 irão atuar em escolas da capital e da região metropolitana, que conta com um total de 5,3 mil escolas estaduais. É importante ressaltar que os vigilantes estarão desarmados e foram selecionados critérios como vulnerabilidade da comunidade e convivência no ambiente escolar, pelas diretorias regionais de ensino, para a alocação desses profissionais.

O governo investiu cerca de R$ 70 milhões nesse projeto e na região administrativa do ABC, os seguranças privados já começaram a trabalhar desde segunda-feira. A licitação ainda está em andamento para a contratação dos outros 226 profissionais.

Além da contratação dos vigilantes, o governo também contratou 550 psicólogos ao longo deste ano para atuar nas escolas. O governador anunciou que um aditivo será feito a esse contrato para aumentar o número de profissionais disponíveis. Após o novo atentado, Tarcísio de Freitas afirmou que pretende rever as ações tomadas até o momento e destacou a importância de combater o bullying e a homofobia.

Especialistas têm sugerido políticas de convivência nas escolas como parte das ações para uma cultura de paz. Cléo Garcia, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ressaltou a importância de debater sobre o bullying, a diversidade, os discursos de ódio e o racismo no currículo escolar. Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), aposta na gestão democrática das escolas como uma ferramenta necessária para reduzir a violência.

Em relação ao último ataque, a adolescente Giovanna Bezerra da Silva foi sepultada em Santo André, na Grande São Paulo. Homenagens foram feitas na porta da escola e as aulas foram suspensas por dez dias. O jovem autor do crime, também estudante da escola, foi apreendido e as investigações estão em andamento.

É importante que sejam tomadas medidas efetivas para garantir a segurança nas escolas e evitar que novos ataques ocorram. A contratação de seguranças privados é uma das ações que está sendo implementada, mas é necessário um esforço conjunto da sociedade, do governo e das instituições educacionais para promover um ambiente seguro e acolhedor nas escolas. A prevenção da violência passa pela conscientização, educação e pela adoção de políticas de convivência que valorizem a diversidade e combatam qualquer forma de discriminação.

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