Segundo o pesquisador, a falta de participação das grandes empresas em debates sobre o tema é lamentável. Em uma audiência pública na Advocacia-Geral da União, as empresas não marcaram presença, deixando de contribuir com informações essenciais para a busca de soluções. Hartung ressaltou ainda que o afrouxamento das normas de moderação das plataformas da Meta, como Instagram e Facebook, pode aumentar a incidência de crimes nas redes, indo além da liberdade de expressão e atingindo patamares de violência e ameaças.
O Estatuto da Criança e do Adolescente comemora 35 anos em 2025, e a necessidade de enfrentar o “colonialismo digital” se torna um desafio cada vez mais urgente. Implementar uma política de educação digital e fazer cumprir a lei são apontados como caminhos para proteger as crianças e adolescentes nesse ambiente tão perigoso. A sociedade civil também tem um papel fundamental nesse contexto, cobrando a responsabilidade das empresas e a atuação do Estado para garantir a segurança e integridade dos jovens usuários da internet.
Portanto, é crucial que todos os atores envolvidos – empresas, famílias, Estado e sociedade – se unam em prol da proteção das crianças e adolescentes no ambiente digital. A implementação de medidas efetivas, a atuação do Estado no cumprimento da lei e a conscientização de todos os usuários sobre os riscos presentes na internet são passos essenciais para garantir um ambiente seguro e saudável para as gerações futuras.
