EDUCAÇÃO – Professores de São Paulo encerram paralisação e programam mobilizações em defesa de melhores condições de trabalho e contra a Reforma Administrativa da Educação.

Na última sexta-feira, os professores da rede estadual de São Paulo reuniram-se em assembleia e decidiram encerrar a paralisação que havia sido iniciada no dia anterior. A categoria, representada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp), contou com a participação de aproximadamente 10 mil docentes, que avaliaram a greve de forma positiva. A adesão à movimentação foi de cerca de 40%, o que revela um significativo envolvimento do corpo docente.

Com o término da paralisação, os professores optaram por continuar sua luta por meio de um calendário de mobilizações programadas. Uma das principais atividades está marcada para a próxima terça-feira, quando ocorrerá uma mobilização na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), prevista para às 14h30. O intuito é acompanhar os debates parlamentares e pressionar os deputados pela retirada de pauta do Projeto de Lei 1.316, que aborda a Reforma Administrativa da Educação.

Uma nova assembleia está agendada para o dia 28 de abril, onde os educadores discutirão os passos futuros do movimento. As reivindicações dos professores incluem um reajuste salarial significativo, a correta aplicação do piso nacional como base da carreira, maior valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. Além disso, demandam mudanças nas políticas educacionais em vigor no estado.

Outro ponto crucial na pauta de reivindicações se refere à revogação da Avaliação de Desempenho, que muitos docentes consideram injusta. Os professores também solicitam a abertura de classes para o ensino regular e para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) durante o período noturno, além de garantir a educação especial inclusiva que atenda adequadamente os alunos com deficiência.

Outro aspecto que suscita preocupação entre os educadores é a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que busca igualar os salários dos professores da educação básica aos de outros profissionais com formação superior. Por fim, o movimento critica a chamada “plataformização do ensino”, que refere-se à crescente utilização de ferramentas e plataformas de empresas privadas na educação, o que gera apreensão quanto à qualidade do ensino e ao papel da escola pública. Assim, a luta dos professores segue unida em prol de melhorias significativas no sistema educacional.

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