Com o término da paralisação, os professores optaram por continuar sua luta por meio de um calendário de mobilizações programadas. Uma das principais atividades está marcada para a próxima terça-feira, quando ocorrerá uma mobilização na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), prevista para às 14h30. O intuito é acompanhar os debates parlamentares e pressionar os deputados pela retirada de pauta do Projeto de Lei 1.316, que aborda a Reforma Administrativa da Educação.
Uma nova assembleia está agendada para o dia 28 de abril, onde os educadores discutirão os passos futuros do movimento. As reivindicações dos professores incluem um reajuste salarial significativo, a correta aplicação do piso nacional como base da carreira, maior valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. Além disso, demandam mudanças nas políticas educacionais em vigor no estado.
Outro ponto crucial na pauta de reivindicações se refere à revogação da Avaliação de Desempenho, que muitos docentes consideram injusta. Os professores também solicitam a abertura de classes para o ensino regular e para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) durante o período noturno, além de garantir a educação especial inclusiva que atenda adequadamente os alunos com deficiência.
Outro aspecto que suscita preocupação entre os educadores é a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que busca igualar os salários dos professores da educação básica aos de outros profissionais com formação superior. Por fim, o movimento critica a chamada “plataformização do ensino”, que refere-se à crescente utilização de ferramentas e plataformas de empresas privadas na educação, o que gera apreensão quanto à qualidade do ensino e ao papel da escola pública. Assim, a luta dos professores segue unida em prol de melhorias significativas no sistema educacional.






