Com um investimento estimado em R$ 6,8 bilhões, o túnel terá uma extensão de 870 metros e será o primeiro desse tipo na América Latina. Esse projeto inovador permitirá uma travessia subaquática sob o canal portuário, facilitando significativamente o tráfego entre as duas localidades. Para viabilizar esse investimento ambicioso, o governo federal destinará R$ 2,7 bilhões ao projeto, enquanto a iniciativa privada participará com R$ 1,6 bilhão. O governo de São Paulo, por sua vez, contará com R$ 2,5 bilhões, recursos que serão disponibilizados pelo Banco do Brasil, conforme o acordo firmado.
O trecho financiado pelo Banco do Brasil terá um prazo de 23 anos para ser quitado, com juros atrelados ao CDI, acrescidos de 1,5%. Essa operação de crédito, que tem como base a garantia da União, foi meticulosamente estruturada para garantir não apenas a execução do projeto, mas também a estabilidade financeira para o estado paulista.
Durante a cerimônia de assinatura, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que as obras devem iniciar ainda em 2026, com um cronograma de conclusão em até 48 meses, ou seja, até o final de 2030. Franca também mencionou que, apesar de algumas pendências burocráticas junto ao Tribunal de Contas da União, não há expectativa de atrasos significativos nas obras. “É uma questão burocrática que estamos finalizando e não deve atrasar”, destacou.
O evento contou com a presença de figuras-chave, como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, além da presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e do secretário de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Samuel Kinoshita. Essas autoridades ressaltaram a importância do projeto para a infraestrutura paulista e o desenvolvimento da região. Com a autorização da operação de crédito, abrem-se as portas para um novo capítulo na mobilidade urbana do estado, que promete benefícios tangíveis para a população.






