Até o momento, conforme informações do Ministério da Educação (MEC), 96% dos questionários já foram completados. Esse número abrange 5.324 municípios, além dos 26 estados e do Distrito Federal. Uma pequena parte, cerca de 1%, está em processo de preenchimento, enquanto 3% ainda não iniciaram a elaboração dos dados. Embora o prazo original tenha vencido no dia 15, foi prorrogado para garantir que todas as instituições de ensino possam participar.
Os dados devem ser enviados por meio do módulo da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, de fácil acesso através do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). O MEC destacou a importância do cumprimento desse envio, enfatizando que a falta das informações pode comprometer futuros investimentos vinculados ao Plano de Ações Articuladas (PAR).
O Diagnóstico Equidade 2026 é uma ferramenta que visa mapear e oferecer subsídios para a formulação de políticas públicas que busquem superar desigualdades étnico-raciais e combater o racismo nas escolas. Através desse diagnóstico, o MEC pretende monitorar a implementação de práticas educativas que promovam a diversidade e a inclusão.
A Política Nacional de Equidade, instituída em 2024, é composta por ações voltadas à educação para as relações étnico-raciais, a educação escolar quilombola e o reconhecimento das desigualdades existentes no ambiente escolar. Contempla, entre outros aspectos, a formação de profissionais, a gestão educacional, e ações preventivas e de resposta a situações de racismo nas instituições de ensino.
O Diagnóstico é integrado por dez eixos que incluem temas como fortalecimento do marco legal, formação de educadores, currículos inclusivos e mecanismos de participação social, todos fundamentais para um futuro educacional mais justo e equitativo no Brasil. As escolas estão sendo chamadas a desempenhar um papel primordial nesse contexto e contribuir para um cenário de ensino que valorize a diversidade e combata as desigualdades.
