Os agentes federais da Delegacia da Polícia Federal em Niterói estiveram à frente da operação, onde apreenderam diversos documentos e um disco rígido, elementos que são considerados cruciais para o avanço das investigações. O mandado foi emitido pela 2ª Vara Federal de Niterói, refletindo a seriedade e a urgência da ação policial.
As investigações estão focadas em um esquema de corrupção que envolve o desvio de verbas públicas federais, bem como lavagem de dinheiro e organização criminosa. De acordo com as apurações, alguns servidores da UFF, em colaboração com diretores de empresas que prestavam serviços à universidade, estavam envolvidos na autorização de pagamentos superfaturados. Como contrapartida, esses indivíduos teriam recebido propinas através de pessoas jurídicas, gerando um prejuízo significativo aos cofres públicos, estimado em R$ 9,6 milhões.
A atual fase da Operação Quadro Negro revelou a identidade da empresa que atuou como intermediária no esquema. Esta firma teria assumido as operações ilegais após a interrupção dos repasses feitos pela anterior, dando continuidade às atividades criminosas até o ano de 2018.
As repercussões desta operação são vastas e geram preocupação não apenas na UFF, mas em todo o sistema de gestão de recursos públicos. A Agência Brasil entrou em contato com a universidade para obter uma posição oficial sobre a questão e aguarda um retorno sobre as graves alegações e os impactos que esse caso poderá trazer. A operação sinaliza um esforço contínuo das autoridades em combater a corrupção e garantir a integridade dos recursos destinados à educação.
