ECONOMIA – Brasil Ratifica Acordos de Livre Comércio com EFTA e Singapura, Expansando Acesso a Mercados Europeus e Asiáticos para Produtos Nacionais

O Brasil deu um importante passo em sua estratégia de expansão comercial ao finalizar a ratificação de acordos de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e com Singapura. Com essa medida, o país busca aumentar o acesso de seus produtos a mercados consideráveis e diversificar suas parcerias comerciais.

Os instrumentos de ratificação foram oficialmente entregues em 30 de junho ao governo paraguaio, responsável pela presidência do Mercosul no primeiro semestre do ano. Essa entrega marca a conclusão da etapa brasileira nos processos de ratificação dos dois acordos, conforme anunciado por diversos ministérios, incluindo Relações Exteriores, Agricultura, e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Esses acordos têm um papel crucial ao promover um acesso ampliado para as exportações brasileiras em mercados estratégicos, tanto na Europa quanto na Ásia. O pacto com a EFTA, firmado no Rio de Janeiro em setembro de 2025, inclui países como Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, a partir do qual se forma um mercado com mais de 280 milhões de consumidores. Acordos estão projetados para garantir que cerca de 99% das exportações brasileiras para a EFTA tenham acesso preferencial, eliminando tarifas em praticamente todos os produtos industriais e pesqueiros. Além disso, o tratado abrirá cotas para importantes produtos agropecuários brasileiros, incluindo carnes e grãos.

Simultaneamente, o acordo com Singapura, concretizado em dezembro de 2023 durante a 63ª Cúpula do Mercosul, representa a primeira parceria comercial formal com um país do Sudeste Asiático. Este tratado, que entrará em vigor em 1º de agosto, estabelecerá tarifa zero para todas as exportações brasileiras ao território asiático. Além de fortalecer o comércio, que alcançou US$ 10,7 bilhões em 2025, o acordo também ampliará o acesso ao mercado de serviços e promoverá investimentos, incluindo um capítulo específico sobre comércio eletrônico.

Os benefícios dessas iniciativas foram reconhecidos pelo governo brasileiro, que estima que a proporção da corrente de comércio do país com preferências tarifárias passará de 12% para 31,2% a partir da implementação desses acordos. Essa ampliação não é apenas um avanço imediato; ela reflete uma estratégia mais ampla voltada à inserção do Brasil em um contexto comercial global mais diversificado.

Adicionalmente, o ministério responsável iniciou uma consulta pública sobre a possibilidade de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Japão, buscando captar as opiniões de setores produtivos para que sejam consideradas nas futuras negociações. Essa iniciativa demonstra um comprometimento contínuo do Brasil em ampliar sua rede de acordos comerciais em um cenário internacional cada vez mais dinâmico.

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