Durante um encontro da Unesco em Paris, Camilo Santana abordou a necessidade de ampliar os investimentos na educação básica no Brasil. Ele citou dados da OCDE que indicam que o país tem um dos menores orçamentos para a educação básica em comparação com outras nações. Santana defendeu que o investimento na educação não deve ser limitado e que cortes de gastos não são a solução.
O ministro também falou sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que está prestes a ser encaminhado ao Congresso Nacional. Ele afirmou que o projeto conta com metas factíveis e ferramentas de acompanhamento e monitoramento, visando evitar polêmicas durante a tramitação do texto.
Santana destacou que, apesar dos esforços para cumprir as metas do PNE em vigor, ainda há desafios a serem superados. Entre eles, está a necessidade de criar 1,1 milhão de vagas em creches e triplicar as matrículas de ensino técnico profissionalizante no ensino médio. Para atender a essas demandas, o governo planeja implementar o Programa Juros por Educação, visando incentivar a expansão do ensino técnico-profissionalizante.
O ministro ressaltou a importância de se investir na qualidade da educação, enfatizando a necessidade de acompanhar a alfabetização de crianças na idade certa e combater a evasão escolar. Ele reiterou seu compromisso em garantir que todos os brasileiros concluam a educação básica, enfatizando a importância do Estado nesse processo.





