Os organizadores da manifestação destacaram que o principal objetivo do ato era protestar contra a precarização do ensino e as privatizações que, segundo eles, estão sendo implementadas a mando do governador. Durante a mobilização, os estudantes da USP, que estão em greve há um mês, foram a maioria dos participantes. Também estavam presentes entidades sindicais, especialmente aquelas ligadas aos trabalhadores da educação, e vários estudantes da Unesp e da Unicamp, que, assim como seus colegas da USP, têm promovido paralisações recentemente.
Os manifestantes reivindicaram medidas concretas para aumentar a destinação de recursos à permanência estudantil e à melhoria das condições de trabalho nas universidades. Além disso, eles pediram a contratação de mais professores e a elaboração de políticas que tratem de moradia e alimentação para os estudantes.
Durante o trajeto, representantes dos alunos da Unesp e da Unicamp relataram que houve excessos na fiscalização por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF), especialmente em relação aos ônibus que trouxeram os estudantes à capital. A assessoria da PRF não se pronunciou sobre o assunto.
Por sua vez, a secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, que supervisiona as universidades, também se manteve em silêncio em relação à manifestação. A Polícia Militar, por sua vez, montou uma barricada a aproximadamente 500 metros do Palácio dos Bandeirantes. Em comunicado, a instituição informou que acompanhou o ato sem registrar ocorrências, ressaltando que o planejamento operacional tinha como objetivo assegurar a segurança de todos e garantir o direito de locomoção da população.
A manifestação estava programada para continuar até as 20h, sem relatos de conflitos ao longo do evento.





